Sanidade e higiene
A sanidade cinegética liga a saúde das populações de caça à dos outros animais e das pessoas. Movimento de animais, densidades elevadas, pontos de agregação, contacto com gado, cadáveres por remover e vísceras deixadas no campo podem favorecer a circulação de doença.
O caçador observa, mas não faz o diagnóstico.
Sinais que pedem cautela
O que importa no campo é reconhecer uma alteração e travar o percurso normal da peça. Merecem atenção:
- comportamento anormal, morte súbita ou alterações neurológicas, respiratórias ou digestivas;
- magreza, inchaços, corrimentos, sangue ou lesões da pele;
- hemorragias, órgãos aumentados ou ponteados e massas, nódulos ou vesículas nas vísceras.
A lista não serve para dar um nome à doença. Sinais semelhantes podem ter causas diferentes e alguns perigos nem sequer são visíveis: os quistos de Trichinella, por exemplo, geralmente não se veem a olho nu.
Proteger pessoas, animais e terreno
Tularémia, tuberculose e equinococose são exemplos de doenças que podem chegar às pessoas no contacto com a caça, na manipulação ou através do ciclo entre vísceras, cães e ambiente. É por isso que uma alteração suspeita não deve ser tratada como se a peça estivesse normal.
Usa luvas, sobretudo se tiveres cortes nas mãos, lava bem as mãos e mantém limpos os utensílios. Não deixes cadáveres ou vísceras suspeitas no campo e não dês vísceras cruas aos cães: além de os expor, podes manter ciclos de parasitas no terreno.
Perante comportamento ou lesões anormais, evita o consumo e comunica a suspeita à autoridade competente. A decisão sobre a doença e o destino sanitário da peça não se improvisa no campo.