Ensino do cão de caça
O ensino torna o cão útil no trabalho de caça e muda conforme se trate de caça de pelo ou de pena. A sequência desta secção é orientação prática do manual do ICNF: as idades são marcos indicativos de treino, não prazos legais nem garantias de desempenho.
Todo o treino continua sujeito aos deveres de cuidado e bem-estar do regime geral dos animais de companhia, apresentado no primeiro capítulo. Não pode provocar morte, sofrimento ou lesão desnecessários, nem recorrer a métodos que causem dor ou sofrimento consideráveis.
Ensino para caça de pelo
Segundo o manual, a familiarização começa por volta do desmame. Quando o jovem cão mostra interesse, o trabalho pode avançar de forma progressiva para o contacto com a matilha e para o campo, num campo de treino apropriado e acompanhado por cães experientes.
Nesta fase, observa-se como o cão se integra na matilha, se regressa quando é chamado, como responde aos sinais dos outros cães, se entra no coberto e como reage ao primeiro contacto com a caça. É uma leitura das respostas do animal, não uma receita para forçar cada passo.
À chegada da época de caça, o jovem cão deverá compreender o trabalho em matilha. As referências do manual aos 18 meses e aos três anos são apenas balizas indicativas para acompanhar evolução e maturidade. Não prometem que todos os cães atinjam o mesmo resultado nessas idades.
Ensino para caça de pena
Para o cão de pena, o manual situa o início da familiarização por volta das seis semanas, perto do desmame. A partir dos seis meses, o trabalho pode passar progressivamente para o campo se o cão já obedecer aos comandos do condutor.
Seis meses é um marco de treino, não uma idade legal.
A condição vem antes do calendário: sem obediência aos comandos, a indicação dos seis meses não basta para avançar. O campo serve para uma familiarização progressiva e para observar as respostas do cão, sempre dentro dos limites de bem-estar já referidos.