Ordens de execução
Numa carreira de tiro nada se faz por iniciativa própria. Todas as execuções de manuseamento de armas e munições são realizadas à ordem do responsável, e as ordens são sempre as mesmas palavras, precisamente para que não haja dúvidas sobre o que foi dito. Vai ouvi-las no curso de formação e na prova prática, por isso convém chegar lá já a saber o que cada uma manda fazer.
Municiar
Sob o comando do responsável e de frente para os alvos, o executante municia o carregador, tambor ou depósito da sua arma com o número exato de munições que lhe for indicado para aquele exercício. Número exato: nem mais, nem menos.
Introduzir carregador
O executante coloca um dos joelhos no chão e introduz o carregador municiado no respetivo alojamento da arma, ou fecha o tambor. Repare que municiar e introduzir o carregador são duas ordens distintas e separadas no tempo: encher o carregador não é o mesmo que metê-lo na arma.
Carregar
Introdução de munição na câmara de explosão da arma e acionamento do mecanismo de segurança, colocando-o em posição de fogo. É aqui, e só aqui, que a arma passa a estar pronta a disparar.
Em posição
O executante toma a posição ou posições previamente definidas pelo formador. Se a sessão de tiro implicar o saque da arma, esta é colocada em segurança ativa.
Fogo
O executante só leva o dedo ao gatilho quando tiver a arma devidamente enquadrada com a zona de alvos; até lá mantém-no esticado ao longo do guarda-mato. Depois de apontar a arma ao alvo a atingir, pressiona o gatilho e efetua o disparo. Se a sessão implicar o saque da arma, esta só é colocada em posição de fogo quando já estiver apontada para a zona de colocação dos alvos.
A ordem de «Fogo» pode ser substituída por outra previamente definida, caso o exercício específico assim o exija. O que não muda é a regra que vive dentro dela: o dedo chega ao gatilho em último lugar, depois de a arma já estar apontada onde deve.