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Importância do olho diretor

Todo o indivíduo tem uma alteração na visão que consiste em fixar os objetos com maior ou menor intensidade com um dos olhos, e não simultaneamente com os dois. Os raios visuais não são paralelos: um dos olhos, o que fixa, vê a direito, e o outro vê numa direção diferente. Não é um defeito, é como toda a gente vê.

Entrando em linha de conta com esta anomalia visual, procura-se saber qual o olho que vê direito, a que se chama olho diretor, e fazer com que o atirador utilize esse olho para atirar. Assim, quem tem como olho diretor o direito deve apontar à direita; se o olho diretor for o esquerdo, deve apontar à esquerda. Repare-se que a regra não fala de mão, fala de olho: o lado por que se aponta decide-se pelo olho que vê direito, e é uma verificação que se faz uma vez na vida.

Determinar o olho diretor

A determinação faz-se com um visor com uma ranhura e demora segundos. Estenda o braço na direção de um ponto de referência e, com os dois olhos abertos, veja esse ponto dentro da ranhura central do visor. Depois tape um dos olhos, mantendo o outro aberto. Se continuar a ver a referência dentro da ranhura, o olho que está aberto é o olho diretor.

Apontar e tirar a linha de mira

A partir daqui, o manual de apoio da PSP enuncia a pontaria de precisão a propósito das armas da classe C, e é assim que ela vai aqui: são as regras de quem aponta com alça e ponto de mira.

  • Apontar é dirigir a arma para que a trajetória passe pelo ponto que se quer atingir.
  • Tirar a linha de mira é colocar o olho de maneira a ver o ponto de mira projetado exatamente a meio da ranhura de mira, não passando acima nem abaixo da linha que une os bordos superiores da ranhura de alça, nem desviado para a direita ou para a esquerda.
  • O aparelho de pontaria, que permite dar à arma a direção e a elevação convenientes, é feito de duas partes: a ranhura, na alça, e o vértice de mira, na massa de mira, também chamada ponto de mira.
  • A ranhura de mira pode ter dois perfis, em U ou em V, e o gesto é o mesmo nos dois: através da ranhura, colocar o ponto de mira na base do visual do alvo, ao nível das orelhas da alça de mira e centrado com elas.

Pressupostos da pontaria

A alça é a parte do aparelho de pontaria que serve para dar à arma a inclinação necessária para atingir um objetivo. Para isso basta fazer correr o cursor da alça até à marcação correspondente à distância a que se encontra o alvo e apontar, em seguida, corretamente.

Apontar uma arma a um determinado alvo é executar duas operações bem distintas. A pontaria em elevação, pela qual se inclina a linha de tiro de forma que a trajetória passe pelo alvo. E a pontaria em direção, pela qual o plano de tiro passa a incluir a vertical que passa pelo alvo. Uma trata da altura, a outra do lado, e visar um ponto com uma dada alça é dirigir a linha de mira sobre esse ponto de maneira a que a ranhura e o ponto de mira fiquem vistos como acima se descreve.

Há aqui uma dificuldade física que convém não esconder. Para observar nitidamente um objeto a uma certa distância, a vista tem de se acomodar, e na pontaria ela é obrigada a ver ao mesmo tempo três objetos a distâncias diferentes: a ranhura de mira, o ponto de mira e o alvo. É por isto que a correção da pontaria assenta em duas exigências que parecem banais e não são: saber apontar corretamente, e apontar sempre da mesma maneira. A segunda é a que faz a diferença, porque um erro repetido de forma constante corrige-se, e um erro que muda a cada tiro não.

A influência do sol

Sempre que o sol incida sobre o aparelho de pontaria, e especialmente sobre o ponto de mira, produz-se à volta deste uma espécie de halo, que pode dar origem a pontarias mal feitas por o ponto de mira não estar nítido. O efeito é previsível e tem sentido: se a pontaria for feita à parte superior do halo, o tiro será baixo; se for feita à base do halo, o tiro será alto.

Erros mais frequentes

Ao apontar, o olho diretor do atirador põe em linha mais três elementos: alça de mira, ponto de mira e alvo. Os erros que se cometem nesse alinhamento dividem-se em dois tipos, e o manual classifica-os de forma muito clara quanto à gravidade: o erro paralelo é sem importância, o erro angular é muito importante.

A diferença está em como cada um se comporta com a distância. No erro paralelo, os três elementos mantêm-se alinhados entre si e o conjunto está apenas deslocado: o desvio no alvo é aproximadamente o mesmo a qualquer distância. No erro angular, o alinhamento está torto, e um ângulo pequeno na arma abre cada vez mais à medida que o projétil se afasta. É por isso que o mesmo erro que quase não se nota a vinte metros falha o alvo por completo a cem.