Cinergética
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Dominar os nervos durante a execução do tiro

O atirador deve revelar uma calma permanente durante a utilização da arma que tem na sua posse, não entrando em stress. A razão que o manual dá não é de pontaria, é de segurança: um utilizador de armas que esteja em permanente ansiedade, antagonismo, exaustão, frustração, sem preparação, com excesso de cansaço, em pranto e com medo, ou em confusão, pode com uma atitude menos correta colocar em perigo a sua integridade física e a de terceiros.

Por isso o atirador deve preparar-se e treinar-se no sentido de se convencer e de ganhar autoconfiança, para não dar gatilhadas, para não sofrer as consequências do recuo da arma e para não fechar os olhos, bem como, durante a execução do tiro, para não se enervar, de forma a que não sufoque e a que o sangue não lhe suba à cabeça. É a lista de sintomas que aparece nas outras secções deste capítulo, vista pelo lado da causa.

E, caso alguma destas reações se verifique, a instrução é clara e é a parte que interessa reter: suspender o tiro, inspirar profundamente, expelir o ar dos pulmões de forma lenta, e só depois recomeçar o tiro, fazendo os possíveis por apontar e disparar sem dar gatilhadas.

Repare-se no verbo. A instrução é suspender, não é continuar com mais cuidado. Quem se apercebe de que está a perder o controlo do que está a fazer com uma arma na mão para, e retoma quando estiver capaz.